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FAZER ou SER a diferença. Existe diferença?
sábado, 12 de julho de 2008 - Em um mundo globalizado, regido por tempos curtíssimos, cada vez mais o mercado exige dos profissionais novas competências e novas habilidades. E são estas que distinguem os ótimos profissionais que permaneçem neste tipo de mercado. Mas..., será que somente fazer a diferença basta?

FAZER ou SER a diferença. Existe diferença?

Uma das frases que mais tenho escutado ultimamente é “fazer a diferença”. Estas três, apenas três, palavras tem sido empregadas com tal freqüência no ambiente corporativo a ponto de tornar os profissionais cada vez mais estressados e menos preparados para o desempenho de suas funções.
Indo ao dicionário, vamos verificar que:]
FAZER – entre os vários significados temos: VIR A SER, TORNAR-SE
DIFERENÇA – resultado da subtração, caráter que distingue um ser de outro ser.
Assim, de uma forma simplista, fazer a diferença seria: tornar-se alguém com características que distinguem uma pessoa de outra. Outros também falam em ter um diferencial. Como hoje vivemos em um mundo globalizado e competitivo, outros, ainda, afirmam que aqueles que fazem a diferença possuem um diferencial competitivo, sendo considerados verdadeiros talentos.
Cada ser humano,baseado em suas habilidades desenvolvidas com o passar do tempo, acaba criando seu próprio diferencial, aquilo que ele sabe fazer bem e cada vez melhor, e que o faz ser lembrado pelos resultados que obtém.
Como ninguém nasce sabendo, para se ter um diferencial, fazer a diferença ou ser um talento, temos que ir muito além das definições de um dicionário.
Gustavo G. Boog afirma que fazer a diferença também significa:
- direcionar os seus potenciais e talentos a serviço de uma empresa, entidade ou causa;
- comprometer-se com os resultados que precisam ser alcançados,com um sentido claro de prioridades, prazeres e finalização;
- assumir a liderança de uma atividade, coordenando os esforços de muitos para atingir objetivos;
- comunicar-se com clareza, equilibrando o falar com firmeza com o ouvir atentamente;
- tomar a dianteira, assumindo iniciativas, quando há paralisia;
- correr os riscos de oferecer a “mão amiga”, mesmo quando isto não é solicitado;
- saber trabalhar em equipe, integrando as necessidades de brilhar individualmente com a construção de uma belíssima constelação;
- saber planejar para que as idéias se transformem efetivamente em realidades concretas e palpáveis.
Fazer a diferença vai exigir de cada um constante aprendizado a começar por:
- ter consciência que o tempo não pára. Se eu quero fazer a diferença, tenho que agir. E, para isso, a hora é agora. Não adianta reclamar por não ter feito algo antes ou procrastinar e deixar para o futuro aquilo que poderia ter sido feito hoje;
- quem fica parado é poste. Se você não agir, certamente ficará no mesmo lugar. Quer fazer a diferença? Então aja, evolua e aprimore suas habilidades;
- mudanças dependem só de você. Pessoas e acontecimentos fornecem os subsídios para que você mude e se torne mais capaz. Mas se você não mudar e continuar vendo o NOVO com os mesmos olhos velhos, você só continuará vendo o VELHO;
- transforme sua “zona de conforto” em “zona de desconforto”. Nunca se acomode. Se o seu objetivo foi alcançado, procure um outro desafio e não fique vivendo em função do sucesso alcançado. Amanhã, melhores produtos e serviços serão desenvolvidos e o seu sucesso... só você vai lembrar dele, ninguém mais. Ficar na “zona de conforto” evita que você assuma novos desafios e embota o seu crescimento como pessoa e como profissional. Tenha em mente que viver é um eterno aprender.
Transcrevo abaixo um texto chamado “A importância da pontuação” (desconheço o autor) o qual mostra como as pessoas, cada uma a seu modo, percebem as oportunidades que podem ser aproveitadas a partir de um mesmo fato.

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e caneta e escreveu:
“Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres”.
Faleceu antes de fazer a pontuação. A quem deixava sua fortuna?
O sobrinho fez a seguinte pontuação: “Deixo meus bens à minha irmã? Não!. A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres”.
A irmã, em seguida, assim pontuou o texto: “Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres”.
Já o padeiro assim pontuou: “Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres”.
Por fim, um pobre fez a seguinte interpretação: “Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres”.
Assim é a vida. Nós é que colocamos os pontos.
E isso faz a diferença”.

Profissionais que fazem a diferença são aqueles que nunca desistem. Podem perder uma batalha, mas não a guerra. São aqueles que têm um olho no objetivo e outro nas oportunidades dele decorrentes. Tem a capacidade de mudar sua forma de pensar e de agir quando a ocasião assim exigir. E seguem seu caminho sempre aprendendo e se aperfeiçoando continuamente. Para eles ter sempre um sonho é tão essencial quanto o ato de respirar.
Para estas pessoas o trabalho sempre tem um significado maior, gerando motivação, prazer, prosperidade e reconhecimento. Isto torna mais forte sua auto-estima, produz menos distress (estresse ruim) e mais eustress (estresse bom), equilibra de forma mais harmoniosa seus desempenhos pessoal e profissional, facilita o trabalho em equipe e aumenta a criatividade e a inovação. Excelência é sempre a palavra que traduz a qualidade final do produto ou serviço oferecido.
Enfim, são pessoas felizes.
Mas o que não deve ser esquecido é que tudo que funciona hoje tornar-se-á obsoleto amanhã. E isto ocorre de forma extremamente rápida. Poe isso o profissional que faz a diferença nunca se aquieta e está em constante transformação seguindo no mesmo ritmo que o mundo globalizado lhe impõe.
E, neste mundo, onde as coisas acontecem cada vez mais rápidas, exigindo pessoas cada vez mais preparadas para a tomada de decisões em prazos cada vez mais curtos, talvez o fazer a diferença se tornará pouco em um futuro não muito distante.
Se assim for, enquanto pensávamos em fazer a diferença, deveremos pensar em ser a diferença, ou seja, ser mais do que aquilo que somos no momento atual.
Para isso, apelo à aritmética. Se diferença é o resultado da subtração, as quatro operações podem nos ajudar neste intento, de tal forma que deveremos:
- dividir novos conhecimento e responsabilidades;
- subtrair obstáculos, quaisquer que sejam eles;
- multiplicar novas competências; e,
- somar novas atitudes.
O resultado final será um profissional com muito mais valor e muito melhor preparado. E ele terá a plena noção que ser a diferença pode não estar em grandes projetos e nem em grandes obras, mas em pequenos gestos, como no texto abaixo.

Numa noite, no estado do Alabama, uma senhora negra estava ao lado de seu carro, no acostamento de uma rodovia. Chovia a cântaros.
Seu carro havia enguiçado e ela precisava urgentemente de uma carona.
Toda molhada, acenava para os carros que passavam. Um carro parou e um jovem branco (talvez desconhecendo o racismo existente nos anos 60) ajudou-a a obter a carona.
Ela estava com muita pressa e mal teve tempo de anotar o endereço do jovem e agradecer sua gentileza.
Uma semana após, bateram à porta da casa do rapaz. Para sua surpresa, um enorme aparelho de televisão colorida foi-lhe entregue com o seguinte bilhete:
“Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas mas também meu espírito. Aí você apareceu.
Por sua causa consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele viesse a falecer.
Deus o abençoe por ter me ajudado.
Sinceramente,
Sra. Nat King Cole”
Para ela, o rapaz desconhecido foi a diferença.

São de Peter Drucker as seguintes palavras: “parece haver pouca correlação entre a eficiência de um homem e sua inteligência, sua imaginação ou seu conhecimento. Inteligência, imaginação e conhecimento são recursos essenciais, mas só a eficiência os converte em resultados. Sozinhos, esses recursos apenas estabelecem limites”.
O profissional que É a diferença tem seu auto-conhecimento em grande conta, sabe quais são seus limites e procura sempre supera-los. Sabe que não é perfeito mas procura sê-lo através de um aprimoramento constante de suas habilidades e de suas atitudes. É aquele que tem competência para desenvolver suas próprias competências.
O profissional que É a diferença pára para pensar, pensa para agir, age para mudar, muda para evoluir, evolui para SER, É para vencer e vence por si mesmo.
Por isso são sempre campeões.
Como o eterno campeão Ayrton Senna, que afirmava: “o segundo lugar é o primeiro lugar do perdedor”.

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Palavras chaves (Keywords)
Gestão de Carreira