A economia do conhecimento é mais do que a soma de partes, ela é
singular e única. As empresas do conhecimento olham o mundo, os
problemas, as oportunidades, as pessoas e os riscos, todos esses tipos
de aflições são na verdade, problemas de conhecimento, que dão errado
em conseqüência de capital intelectual inadequado, conhecimento
impróprio e má interpretação das tendências do mercado.
Em conjunto as pessoas não estão descobrindo os conhecimentos
necessários, os movimentos entre as partes envolvidas e nem as mantendo
renovadas e atualizadas. Muitas pessoas e empresas estão de tal modo
ocupado na tentativa de ocultar os erros que não conseguem aprender com
a realidade. O medo é o maior obstáculo para fazer algo inovador.
Ninguém pretende estimular as mancadas apenas para aprender com elas.
No entanto, a melhor maneira de evitar a repetição de erros é adotar a
perspectiva do conhecimento de celebrar o aprendizado, não apenas o
sucesso.
Essa economia do conhecimento impregna tudo que compramos, vendemos
e produzimos, nisso o ativo do conhecimento, isto é, o capital
intelectual passou a ser mais importante para as empresas do que os
ativos financeiros e físicos. Para prosperar na nova economia e
explorar esses novos ativos cruciais, precisamos de um novo léxico,
novas técnicas de gestão, novas tecnologias e estratégias.
O conhecimento, as idéias e as informações foram importantes, mas
hoje, como em nenhuma outra época, definem nossa vida no trabalho. Os
novos empregos são empregos do conhecimento, assim como os empregos
antigos, penso, logo existo e ganho dinheiro. É inevitável que o
conhecimento transforme-se em ativo cada vez mais importante para as
organizações, na verdade, o ativo é tudo aquilo que transforma
matéria-prima em algo mais valioso, executa algum processo e dela saem
outputs mais valiosos do que os inputs.
Dessa forma, o conhecimento representa uma maneira de analisar as
questões de negócios sob a perspectiva do conhecimento. As empresas
precisam testar todas as atividades de negócios, assim como analisar
atendem-se às demandas de uma época voltada para o conhecimento. No
entanto, o campo da gestão intelectual é praticamente inexistente e
precisa ser inventado, pois se trata da maior ameaça enfrentada pelas
as empresas neste século.
Os riscos são algo positivo, o objetivo não é eliminá-los, mas
gerenciá-los, ou seja, escolher em que apostar como proteger as apostas
e onde não apostar de jeito nenhum. Acredita-se em elementos concretos
e objetivos; mas não em liderança e empatia, e quando os riscos não são
lavrados em pedra, mas flutuam como idéias, e quando a mudança é rápida
e profunda, os cálculos mudam. Portanto, criar o estoque de
conhecimento não é suficiente para sermos realmente indivíduos voltados
para o conhecimento, precisamos correr riscos tanto quanto os médicos
precisam conviver com as doenças.
Nesta perspectiva surge um novo papel "o líder", que seria alguém
capaz de adotar perspectivas globais, prever oportunidades, criar uma
visão compartilhada, desenvolver e dar autoridade as pessoas para tomar
decisões, apreciar a diversidade cultural, construir equipes, favorável
a mudanças, garantir satisfação dos clientes, conquistar vantagens,
dividir a liderança e viver os valores.
Hoje o líder tem o papel de autoconfiança, de visão e de excelência
pessoal, sob a perspectiva na formação de alianças com outras
organizações, tomada de decisões desenvolvimento de parcerias e
tratamento das pessoas com respeito e dignidade, essa é a imagem do
líder, como parceiro, negociador, diretor social e corretor.
Assim, o Capital Intelectual de uma empresa é a soma de seu capital
humano, capital estrutural e capital de clientes, mas certas fatias do
capital intelectual são tão fungíveis que bem poderiam funcionar como
dinheiro. O investimento em capital humano aumenta ainda mais o retorno
sobre os investimentos em sistemas de informação, apenas por meio do
conhecimento, as empresas são capazes de diferenciarem-se das
concorrentes. O ativo específico e o ativo diferenciador não é a
maquinaria e nem os "softwares" é o conhecimento.
Afirma Ducker, "a melhoria da produtividade do trabalhador do
conhecimento mal começou." A empresa só existe como instituição por
causa das pessoas que nela trabalham, pelo fato de, para elas, o
trabalho na empresa ser mais barato do que o trabalho por conta
própria. Se esses indivíduos forem embora, a empresa deixa de existir,
a empresa existe porque as pessoas estão dispostas a trabalhar para
ela; e assim, é porque lá dispõem de condições sob a quais são capazes
de alcançar maior eficácia do que por conta própria.
A empresa faz diferença e cria vantagens ao atrair, adquirir e
reunir recursos ativos que ampliam a capacidade dos indivíduos. Esses
recursos e as atividades executadas por meio deles, capacitam às
pessoas a realizar melhor o próprio trabalho com mais rapidez, a menor
custo, por um preço melhor do que sozinhas. A empresa é um conjunto de
ativos.
Conseguir resultados não é o principal atributo do líder, o que
consta é melhorar os processos, garantir que as pessoas certas estejam
conversando entre si sobre as coisas certas e contam com as ferramentas
para fazerem o que considera necessário.
Dessa forma, os líderes de hoje e do futuro estão configurados na
economia do conhecimento, o líder do passado era um operador, o do
presente, um planejador e coordenador; o do futuro, um professor. Sua
função é desenvolver capacidades, construir capital intelectual,
conduzir idéias e experiências oriundas de uma situação em
oportunidades.
"A essência da empresa na nova economia é sua capacidade de criar,
transferir, montar, integrar, proteger e explorar novos ativos de
conhecimento", diz David Teece, reitor da Hass School of Business, da
Universidade da Califórnia.
As empresas só continuarão existindo se as pessoas estiverem
dispostas a trabalhar nelas. A maneira mais importante para fortalecer
a lealdade dos empregados é aumentar suas oportunidades de crescimento
com liberdade e responsabilidade. O aprendizado e a independência são
também elos que amarram as pessoas às organizações.
Os empregados querem compartilhar atitudes e crenças, assim como o
espaço de trabalho; querem desenvolver relacionamentos uns com os
outros e com a empresa antes de mergulhar na faina. Precisamos conhecer
uns aos outros, saber trabalhar juntos, de modo que, quando surgir à
crise, não precisemos perder muito tempo com coordenação.
As empresas existem porque no lugar de planejar usam objetivar como
importante atividade unificadora, promovendo um lugar de aculturação e
uma cultura, ou seja, uma comunidade de pessoas com quem trabalhar e
viajar, isso é a essência de uma comunidade talentosa, uma fonte de
atração de clientes. O trabalho do conhecimento é personalizado, este
evolui por iteração e reiteração.
O capital intelectual, as conversas, o armazenamento de
conhecimentos, as garantias e os serviços, cada um desses fatores é um
motivo para que se transfira para as organizações um pouco de domínio
sobre nossos destinos, uma pequena parcela de governança.
O ser humano é considerado capital por possuir capacidade de gerar
bens e serviços, por meio do emprego de sua força de trabalho do
conhecimento, constituindo-se em importante fonte de acumulação e de
crescimento econômico. A instrução e o progresso no conhecimento
constituem importantes fontes de crescimento econômico, que o conceito
de capital e de formação de capital deveria ser ampliado de forma a
incluir investimento em seres humanos, o que se dá, pelo investimento
na instrução.
O capital intelectual abrange vários elementos intangíveis, ser
relativo ao intelecto, que só os seres humanos possuem. Assim, o
capital intelectual abrange o elemento possuidor do recurso do
conhecimento e tudo mais que é resultante da aplicação do conhecimento.
Como o Capital Humano compreende os benefícios que o indivíduo pode
propiciar para as organizações, é natural que hoje em dia as
organizações dediquem maiores esforços para identificar aquelas pessoas
que poderão aperfeiçoar a relação de causa e efeito. Quanto melhor o
capital humano de uma organização, melhores resultados ela alcançará no
Capital Intelectual. Consequentemente, as organizações necessitam
apoiar-se no Recurso Humano do conhecimento não mais na força braçal; a
tecnologia; à medida que, por um lado, supre este fator, por outro
demanda pelo potencial humano da inteligência.
Alguns fatores que geram o Capital Intelectual: conhecimento, por
parte do colaborador, do que representa seu trabalho para o objetivo
global da companhia, valorização das opiniões dos colaboradores sobre
os aspectos de trabalho, encorajamento dos colaboradores para inovar e
valorização da cultura-organizacional.
O capital humano é formado pelos talentos e competências das
pessoas. Sua utilização de forma que venha a fomentar um real
diferencial vai depender da estrutura de gestão de cada empresa. É
preciso adequar em moldes democráticos e criativos os modelos de gestão
organizacional, focando o desenvolvimento das competências de seus
colaboradores.
Acredita-se que uma das formas para medir o valor da empresa é por
meio de seu resultado financeiro, e este tem sido o modelo. Por outro
lado, julga-se que a aceitação de que o resultado financeiro é a
materialização de esforços nas áreas do Capital Humano e Estrutural
pode ser igualmente considerada senso comum. Isso significa que os
recursos consumidos conduzem a um resultado, e assim tem sido desde a
organização formal das primeiras fábricas.
A criatividade e inovação através das idéias que provém do
conhecimento contribui para a valorização total da empresa, o
conhecimento é à base de sua estrutura interna e externa. Para poder
competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente,
as empresas têm que investir em recursos humanos.
Peter Drucker (1996) diz que os meios de produção, base tradicional
do capitalismo, estavam, agora, nas cabeças e mãos dos trabalhadores.
Assim, devemos considerar nessa afirmação a relatividade dos mercados e
o desenvolvimento sócio-político das sociedades envolvidas.
Valorizar o capital humano é fundamental para a competitividade
empresarial, pois os recursos humanos são os principais responsáveis
pelo desempenho das empresas e constituem vantagens competitivas num
mercado cada vez mais exigente.
Essa ferramenta, como afirma Rigby (2000), mostra que as empresas de
sucesso não são um conjunto de produtos, mas sim de bases de
conhecimento distintas. Esse capital intelectual é a chave da vantagem
competitiva da companhia com seus clientes alvo. A gestão do
conhecimento procura acumular o capital intelectual que criará
competências essenciais exclusivas e produzirá resultados melhores.
Com o enfoque da gestão do conhecimento, começa-se a rever a
empresa, suas estratégias, estrutura e cultura. Isso se dá num ambiente
competitivo, onde a rápida globalização da economia e as melhorias nos
transportes e comunicações dão aos consumidores uma gama de opções sem
precedentes. O ciclo de desenvolvimento de novos produtos é cada vez
mais curto. As empresas precisam de qualidade, valor agregado, serviço,
inovação, flexibilidade, agilidade e velocidade de forma cada vez mais
crítica. As empresas tendem a se diferenciar pelo que elas sabem e pela
forma como conseguem usar esse conhecimento.
Desta forma, uma organização dispõe de vantagem competitiva quando é
competitivamente superior a um ou mais concorrentes. A posição
competitiva é uma medida relativa do desempenho. Do ponto de vista
prático, pode ser medida comparando as capacidades integradas dos
concorrentes num ambiente competitivo. E, se for aceito o princípio de
que as capacidades são os fatores fundamentais que levam à concorrência
entre as organizações, então os esforços para desenvolver ou melhorar
as vantagens competitivas devem basear-se nas capacidades que, do ponto
de vista conceitual, incluem quatro componentes: as pessoas, os
processos, a organização e a tecnologia.
Quando uma empresa oferece aos seus empregados à possibilidade de
participar, ganhos são adquiridos, pois os trabalhadores ao sentirem-se
auto-realizados com a tarefa que exercem, passam a ser funcionários
entusiasmados, com iniciativa e fiéis à empresa que participam.
Se não houver uma política de esclarecimento, de respeito e
integração, os funcionários de uma instituição podem transformar-se em
poderosa forca negativa em relação à empresa. O problema de prestígio e
simpatia da organização perante o público externo e misto encontra-se,
principalmente, na confiança que os empregados têm na sua empresa.
Esforçar-se para analisar, compreender e satisfazer as necessidades
do homem social é tão essencial ao equilíbrio e ao desenvolvimento do
indivíduo, como à harmonia, à coesão e à eficiência da instituição.
As empresas precisam se conscientizar de que a autoridade não se
exerce pela hierarquia, mas sim pela orientação que os seus gestores
conseguem passar para os seus colaboradores. Hoje, o grande potencial
das empresas é saber usar também o cérebro das pessoas.
As empresas de sucesso são aquelas que têm uma dose muito grande de
profissionalismo. São as que conseguiram, ao longo de sua existência,
manter em seu quadro de profissionais, pessoas competentes e motivadas
onde seu principal ativo – o humano, que faz a empresa acontecer e
existir.
Hoje, as empresas precisam aprender a gerenciar o conhecimento,
saber desenvolver cada habilidade necessária par ao sucesso dos
indivíduos e da empresa em um novo ambiente da economia intelectual. O
conhecimento, a experiência, o poder de inovação e a habilidade dos
funcionários de uma empresa para realizar as tarefas do dia-a-dia é
definida como capital humano.
Por outro lado os equipamentos e o resto da capacidade
organizacional que apóia a produtividade dos funcionários é definido
como capital estrutural. Ao contrário do capital humano, o capital
estrutural pode ser possuído e, portanto, negociado.
O Capital Intelectual, em especial, valoriza o desenvolvimento da
competência dos funcionários, que podem não influir na lucratividade de
uma empresa durante anos. Não atribui valor ao sucesso em curto prazo
que não projete a empresa para o futuro.
O simples desperdício de recursos direcionados aos lugares errados
na época importuna é suficientemente perigoso. No entanto, um risco até
maior é que os mesmos indicadores que falham em mostrar a economia
crescendo também falhem quando aquelas forças subjacentes apontarem uma
tendência de queda. Tem-se o enorme perigo de perder a direção e de se
espatifar no solo, sem saber que está caminhando para uma catástrofe.
Somente isso deveria assustar a alma de cada investidor ou
administrador, devendo se tornar mais que um incentivo para se procurar
métodos efetivos de se medir e estimular o Capital Intelectual.
O ponto central do Capital Intelectual segundo Skandia é a idéia de
que o valor real do desempenho de uma empresa está em sua habilidade
para criar valor sustentável pela adoção de uma visão empresarial e de
sua estratégia resultante. A partir desta estratégia pode-se determinar
os fatores de sucesso que devem ser maximizados.
O Capital Intelectual representa uma maneira nova de encarar o valor
organizacional que nunca ficará limitado a desempenhar um papel
secundário em relação à contabilidade tradicional. É da natureza humana
supor que uma importante inovação se desenvolverá a partir daquilo que
já existe e então espantar-se quando ela ocupar um novo espaço, mesmo
entre a crescente fileiras de adeptos do Capital Intelectual, a
magnitude da revolução financeira representada pelo Capital Intelectual
frequentemente não é compreendida.
O Capital Intelectual não se limita estritamente às entidades com
fins lucrativos, ele pode também se aplicado às entidades que não visam
lucros. O resultado é de avaliação comum para medir e comparar o
crescimento do valor de todos os tipos de organização de uma sociedade.
Assim o Capital Intelectual oferece a possibilidade de uma valoração do
comum de todas as iniciativas dos grupos humanos.
A ascensão do Capital Intelectual é inevitável devido às forças
históricas e tecnológicas irresistíveis dos fluxos de investimentos que
estão se espalhando pelo mundo moderno e nos levando em direção a uma
economia baseada no conhecimento. Somente o Capital Intelectual capta a
dinâmica da solidez organizacional e da criação de valor reconhece que
um empreendimento moderno muda com rapidez que passa a depender do
talento e da dedicação de seus colaboradores, bem como a qualidade dos
instrumentos que eles utilizam.
Desta forma, o Capital Intelectual é inevitável porque somente ele,
tem o desempenho corporativo e expõe o valor real. Assim, ele restaura
tanto o bom senso quanto a equidade que devem prevalecer na economia.
Conforme o dito popular, cuidado com os cavalos antigo: eles podem
parecer temíveis, mas estão completamente pobres em seu interior,
prontos para cair na primeira tempestade que ocorrer, desta forma é o
comportamento das empresas que têm a responsabilidade de cortarem
custos e respondem pela eliminação não dos galhos mortos, mas também do
cerne da árvore.
Toda capacidade, conhecimento, habilidade e experiência individuais
dos funcionários e gerentes estão incluídos no temor capital humano, o
qual deve da preferência de captar com igualdade a dinâmica de uma
organização inteligente em um ambiente competitivo em mudança. Assim o
capital humano deve incluir a criatividade e a inovação organizacionais.
O capital estrutural pode ser descrito como a infra-estrutura que
apóiam o capital humano. Ele também é a capacidade organizacional,
incluindo os sistemas físicos utilizados para transmitir e armazenar
conhecimento intelectual.
O desafio, portanto, é assegurar que o Capital Intelectual seja
importante para registrar o valor real de uma organização através da
junção do Capital Humano e Estrutural. Assim, o capital humano é mais
volátil, enquanto o capital estrutural é estável, podendo então ser
utilizado como alavanca para auxiliar o crescimento corporativo.